terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

BBBial 11
vs
"Veríssimos" de email

        No dicionário: "Entretenimento: Distração, passatempo, divertimento, entretém". Tudo bem... E aí intelectuais da modernidade... Qual parte não ficou clara?

        Fico um pouco pasma com o tempo que tantas (mas tantas mesmo) pessoas empenham em redigir críticas fervorosas ao BBB e aos seus telespectadores. Não sou louca de paper view, nem muito menos administro meus horários em função da "nave do Bial", mas não vejo, de forma alguma, problema em quem o faz.

        Tenho recebido alguns vários emails sobre o quanto o programa é prejudicial, sem conteúdo e como todos deveriam "desligar a TV e ler um livro". Ótimo. Perfeito. Sou fã de boas leituras (e de más também) , acho que todo mundo deveria dedicar um pouco do tempo lendo de gibis à Dostoiévski's. Por outro lado, também sou louca em novela, futebol e acredito em horóscopo. E aí? Sou melhor, pior, menos ou mais inteligente que alguém por isso?

        Os "intelectuais" falam tanto, escrevem tanto, "twittam" tanto (os muitos tantoS são para dar ênfase) contra o programa e acreditam ser impossível entender como as pessoas perdem tempo assistindo... Oh, minhas flores, e vocês estão fazendo o que com exímio empenho, suor e quase sangue? De um jeito, ou de outro, é uma das muitas formas de se dedicar ao Pedro Bial, Boninho e Cia, não? Já ouviram "falem bem, falem mal, mas falem de mim"?

        Concordo que todos tem o direito à liberdade de expressão ( ... 'deixa eu falar, filho da p***!' haha do raimundos, sabe? impossível falar isso e não remeter à música... É como falar 'essencial' e não lembrar que ele é 'invisível aos olhos' ... )

        Voltando....

        Todos têm o direito de falar o que bem entenderem, mas não o de crucificar os outros... Convenhamos, dizer que as pessoas são "burras e alienadas" por acompanharem o Big Brother é O senhor clichê da modernidade. Quer ser "cult"? Fale mal, muito mal e como se não houvesse amanhã, do BBB.

        Ah, por favor, se controlem! A vida de ninguém, acredito, se resume ao programa... E, se se resumir... O que raios temos com isso? Lutamos tanto pela democracia e agora queremos ser os mubaraks do gosto? Sou a favor de cada um gostar do que bem entender. Ninguém se define pelo que assiste, lê ou gosta... Acho que as pessoas se definem pelo que fazem, de fato. Ler Maquiavel e ser assinante da Folha não faz de ninguém uma pessoa melhor. Assistir BBB ou ler Capricho não torna outras tantas piores.

        Ter caráter, não roubar, não matar, não jogar seu papel de halls na calçada ou seu sofá no Rio Pinheiros te faz um ser humano melhor... Agora, não é por novelas, jogos de futebol e o reality show da Globo terem tanta audiência que o Sarney foi re-eleito, meu bem. A falta de educação (e quando digo educação é em casa e no colégio) é a bruxa má da história. Porque ao invés de fazer textos quase religiosos contra os que tem o paper view do Big Brother, os "intelectuais" não se empenham em lutar pelo projeto Ficha Limpa ou conspiram contra Belo Monte?

        Para variar, estou em cima do muro. Nem tanto ao norte e nem tanto ao sul... Não acho que o BBB tem que ser levado à sério, claro... Mas acho justo cada um ter o direito de assisitir o que bem entender sem ser apedrejado por isso.

        Entretenimento, meus caros. Apenas isso.


obs: O título se refere à um texto supostamente escrito pelo veríssimo sobre o programa, bem crítico, diga-se de passagem. O recebi, inclusive, de diferentes pessoas. Até onde sei, não foi ele e por isso as aspas.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

 TPM o %¨&*#@$!!!!

"Então o amor e a amizade são isso... 
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam... 
Porque quando vira nó, 
já deixou de ser um laço!"
Mário Quintana

        Quer ver uma mulher a beira de um ataque verdadeiro de nervos? Resuma todas as dúvidas existenciais dela, mágoas do relacionamento, aqueles 45 minutos de discussão no telefone com uma frase: "Isso é TPM!". E corra, meu bem, corra como se não houvesse amanhã...

        Sério. Se tem uma coisa que irrita é homem falando de TPM... Por um motivo básico: Homens não sabem o que é ter uma reviravolta hormonal por mês! O buraco é mais embaixo, flor... Motim de hormônios, rebeldia total de progesterona, estrogênio e até a endorfina resolve se amotinar! (endorfina é o neurotrasmissor abençoado responsável pela sensação de prazer)

        Resumindo: Sabe o Sun Tzu? Se ele fosse mulher saberia muito mais sobre a arte da guerra!!
        
        Mulheres adoram conversar! Falar sobre a relação, o trabalho, a casa, a comida e a falta de roupa lavada! Enfim, falar sobre tudo porque nada nunca está perfeito, conversando (vejam que ironia do destino) sempre dá para melhorar... E os homens? Homens não... Para eles é tudo preto no branco, ou é ou nao é, se está bom, porque tentar ficar melhor? Aliás, quem foi o corinthiano que disse que dá para ficar melhor? 

        E aí o homem e a mulher se juntam... E qual o resultado indecentemente ÓBVIO? Ele: "Louca, você só reclama!"Ela: "Seu insensível, você não me ama!"

        Meus caros... Nem ela só reclama e nem ele só é insensível. O problema é que Deus quis ser engraçado e nos criou completamente diferentes uns dos outros. O que é importante para ela, nem sempre o é para ele...

        A idéia, eu acho, deve ser aprender a conviver. Impossível? Pode ser. Amor eterno só de flores e vinhos, desconfio, não existe. Acho que tudo tem um prazo de validade e devemos nos esforçar para que seja sempre "eterno enquanto dure". O difícil não é só conviver, saber quando perdeu o encanto também é complicado.

        Não!! Não estou de TPM!! haha É que li uma reportagem ontem e quis falar sobre. Uns pesquisadores de Pernambuco descobriram que "cápsulas" de óleo podem reduzir os sintomas da TPM. Interessante, né? Mas, antes de se jogar nas garrafas de Liza nos momentos de crise... Lembra das palavras sábias do Mário Quintana escritas lá em cima. Nem sempre vale a pena perder a sanidade.

        E, para encerrar, Manual Nível 1, rapazes... Se a mulher diz:

* "Não" significa Sim. Insista.

* "Não sei" significa Sim. Insista.

* "Talvez" significa Sim. Insista..

* "Sim" significa ÓBVIO que sim, porque não perguntou antes?

* "Nem que eu tenha que comer meu braço esquerdo, farei isso" significa Não, HOJE, ela não quer. 

        Finalmente... Meu bem, se a sua mulher quer conversar porque está "magoada", vai por mim... Não é TPM. Se fosse esse, realmente, o caso, ela te atacaria com um taco de baseball.


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011


Pelo fim do ponto99 e derivados!


        Procuro sempre ser polida nos meus textos (muito mais do que na vida, no caso). No entanto, em homenagem à esse começo de 2011 que - pressinto - será ótimo, me darei licença poética para usar alguns poucos palavrões. Mesmo porque, este post é um fluxo de pensamento e não um texto, propriamente dito. Escrevi ontem para preservar a originilidade que só o momento proporciona e, agora, passo para cá.

        "Tive uma epifania na farmácia! Descobri: O que realmente me incomoda não é a falta nenhuma (espero!) que aquele um centavo de troco me fará, mas sim a sensação de ser enganada! 'Toma na cara, trouxa, está escrito 3,99, mas custa 4,00'. Sabe? Injustiçada?

        Não! Não me interessa se o supermercado, farmácia ou a mercearia da esquina vão lucrar cem, mil ou dez mil reais por dia negligenciando seus clientes sem dar o troco de 1 mísero centavo! (Está bem, admito. Na verdade, isso compõe uns 12% da minha rebeldia)

        Mas o que me enlouquece de verdade é isso: Ser 'enganada'. Não me venha com esse papo de publicitário/comerciante de que o ponto99 atrai o consumidor! Alô, meu bem! Eu vou comprar esta merda de Naldecom Noite se ele custar 3,99 ou 4 reais!

        Eu sei, claro, que a moça do caixa é isenta de qualquer responsabilidade na taxação das mercadorias, mas, confesso: A vontade de socar a cabeça dela na mesa é inevitável! (risos tensos ao fundo)

        Então, a solução mais pacífica - e viável, no caso - que encontrei... Já que não seria possível pegar o Sr. Carrefour e o Sr. Droga Raia** na porrada... É pagar tudo com cartão! (onomatopéia do aparecimento de luzes divinas)

        No cartão, a quantia a ser paga vai exata, seja ela ponto98, ponto99 ou pontoSuaMãe! Pronto! Da próxima vez até o pagamento do Trident será assim! E fique feliz por ser no débito!

        Todo mundo deveria se rebelar contra o não pagamento do troco de 1 centavo! Cara feia para mim é fome, flor! Seu empregador que trate de munir a registradora com moedinhas! Motim contra ser enganado na cara dura! E... Viva os números redondinhos!"

        Desabafo só! Não confundam rebeldia com mau humor, por favor! haha E, meu caro, se seu pão de queijo custa 2,50 espero que ele tenha, NO MÍNIMO, 30 centímetros de diâmetro!

Fluxo de pensamento redigido à moda antiga


** Exemplos meramente ilustrativos, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. hahahaha
       

terça-feira, 21 de dezembro de 2010


"Às vezes me preservo, noutras, suicido"
Zeca Baleiro, Flor da Pele

       
        Sou louca por luzes de Natal! Tudo fica bonito, simpático, receptivo. Por outro lado... Não me agrada, de todo, o "clima fim de ano no ar". As pessoas parecem mudar do nada! De repente, todo mundo quer tirar gato de árvore, escrever um livro e reciclar o lixo de casa! Porque raios não fazer isso o ano todo? Precisa ser assim só na última quinzena?

        O começo de um ano tem seu lado bonito, sabe? Essa coisa mágica de renovação, de acreditar na sustentabilidade, que a água potável no mundo nunca vai acabar, as geleiras não vão derreter, o buraco da camada de ozônio vai se auto-tampar (?!), as coréias não vão se explodir, o Assange foi preso, claro e somente, acusado de crime sexual... Detesto trazê-lo para realidade, meu bem, mas passagem de ano é só... Passagem de ano! A data pode até incitar as pessoas, mas, raramente e é constatado, as mudanças ocorrerão em vias de fato.

        Não, não sou pessimista. Só acho que uma dose de realidade não faz mal à ninguém. Considero válido e essencial ter esperança e ser otimista, mas existem limites e, infelizmente, nem tudo na vida são flores. É preciso encontrar um meio termo entre otimismo e pessimismo. Claro que eu estou anos luz desse pontinho mágico de equilíbrio, mas "façam o que eu digo, não façam o que eu faço".

        Em três parágrafos consegui falar sobre dois pontos de vista e não me decidi por nenhum deles! Estou visivelmente em cima do muro, mas erguendo a bandeira do equilíbrio porque eu sei o que é ideal. O difícil é chegar lá! 

        Meu conselho demagogo da segunda quinzena de dezembro é que você leve para seu 2011 algumas verdades que considero inescapáveis:

* As situações mudam, as pessoas nem tanto.

* Preserve sempre a relação com seus pais, somente (somente mesmo e de fato) eles estarão do seu lado incondicionalmente em qualquer situação.

* Se apegue à alguma crença, não importa se é católica, espírita ou do maradona... Acreditar em algo maior nos da força para acordar no dia seguinte quando o copo parece meio vazio.

* Se não tem o que dizer, simplesmente não fale. O silêncio, muitas vezes, é a melhor opção e companhia.

* Peça desculpas quando estiver errado. Explodir é um problema, mas não reconhecer um erro é muito pior.

* Nunca minta. Cazuza que me perdoe, mas mentiras sinceras não interessam à ninguém e, quase sempre, estragam tudo.

* Ria muito de todos os tipos de bobagens com pessoas que você ama, esses momentos (e os chás) nos fazem viver mais.

        Conselhos de "Filtro Solar" à parte, encerro esse post desejando um ano melhor à todos, afinal, como já dizia Mário Quintana, "A esperança é um urubu pintado de verde"...


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010


O pior do sapo é o gosto que ele tem

"Seja isso bom ou não, o fato é que, às vezes, quebrar alguma coisa é também muito agradável"
F. Dostoiévski


          Detesto quando as coisas não ocorrem da maneira como EU planejei, não gosto dessa sensação de "fora do controle". Agora, veja você que ironia do destino, sou a personificação do descontrole com pernas. As vezes, tenho a impressão de que sou duas pessoas embaladas em um só pacote.

        Queria entender como raios dois sentimentos completamente opostos conseguem ocupar a mesma cabeça. Exemplo: Ao mesmo tempo que acho absurdo (para não dizer prejudicial) não ter equílibrio emocional, gosto de ser assim.

        Acabei de ler que a pressão arterial sobe durante um acesso de raiva, o famoso "ataque de pelanca", e permanece alta até uma semana depois, atingindo picos toda vez que o sentimento volta à memória. Preciso dizer até quando minha pressão vai variar? A latinha vai explodir semana que vem....

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010


Eis o mistério da fé...

"O esquimó perguntou ao missionário:
' Vou para o céu ou para o inferno?'
O missionário disse:
'Para o céu'
'Eu iria para o inferno se não soubesse nada sobre isso?', perguntou o esquimó.
'Não', respondeu o missionário.
O esquimó disse:
'Por que, então, me contou sobre o inferno?'
Pense nisso"
do livro Explicando Deus numa corrida de Táxi

       
        Não costumo comprar coisas pela internet, mas a necessidade incontrolável de me render às maravilhas do pen drive somada ao combo trabalho/faculdade/treino me deixaram de joelhos. "Já que vou comprar isso, porque não aquilo?", ahhhh o consumidor... Acabei por pedir um livro do Paul Arden - Explicando Deus numa corrida de Táxi.

        As encomendas chegaram ontem e, hoje de manhã, resolvi dar uma chance para o autor. O livro não chega à 130 páginas, é pequeno, breve, bom papel e muitas ilustrações; estilo aqueles da coleção "Um Dia Daqueles", sabem? Ainda não terminei, mas li o trecho que está lá em cima e fiquei pensando...

        Somos, desde sempre, compulsivamente maniqueístas, ou seja, atrelados è essa dualidade doentia entre BEM e MAL, o Deus ou o Diabo. Quando você é criança, se estuda, é boa menina, se prefere ver TV, é má. Ok. E o meio termo onde foi parar? Todo mundo é bom e ruim, ora um, ora outro, mas sempre os dois. Mas, não era sobre isso que eu queria falar... Déficit de atenção.

        Ainda sobre a mania de dualidade, se existe, de fato, um único Deus e um só Diabo, e, se eu não acredito em inferno... Para onde vou se for ruim? (Acho importante acreditar que o clichê vida-após-a-morte é verdade, senão, de certa forma, tudo perde a razão de ser) Se o esquimó não acredita no inferno, porque ter consciência da possibilidade de sua existência?

        Sabem? Eu acredito em Deus, mas não em paraíso, e sou dada às idéias de reencarnação. Me considero católica, mas não 100% já que a Igreja nega a possibilidade de outras vidas.

*Parentêses: Se uma criança nasce sem os braços, deve ter um porquê, na verdade, eu ESPERO que tenha, senão, o que o Constantine diz (o filme do Keanu Reeves, muito bom aliás) é verdade: Deus é uma criança com um aquário de formigas.

        Não acredito em inferno (mas que bruxas existem, elas existem?), acho, na verdade, que ele é aqui. Temos pais molestando filhos, adolescentes seqüestradores e assassinos, pessoas que tiram o escalpo de cachorros, crianças passando fome... O que mais falta de ruim para se configurar o inferno? Se ele existe, de fato, melhor nem pensar, então.

        Destino é outra coisa engraçada, há quem acredite, há que negue com veemência. Eu tenho uma analogia própria - acho que própria - de vida e destino: Tudo é um jogo de xadrez. O objetivo é o cheque-mate, mas, para chegar lá, você tem 'n' opções e, cada uma delas te leva a 'n+1' de outras possibilidades. De, certa forma, um destino já está traçado, o que muda é a maneira de fazer o check-point.

        E aí dizem: "Mas então não temos o controle" e blá blá blá whiskas sachê. Temos, claro, você pode viver a vida de um jeito ou de outro completamente diferente, só que ambos os caminhos te levam para o mesmo lugar.

        Ah, cada um tem suas convicções... Não sou eu quem vai mudar a de ninguém e muito menos o "vice-versa". (Sou cabeça dura nata, meu bem) Mas sou contra isso de que religião, política e futebol não se discute. Poxa, por que não? Nada como debater idéias! Assumo que as vezes quase sempre me descontrolo se sou muito contrariada, mas, de fato, um descontrole saudável.

        Se falar já é difícil, pensa escrever sobre... É que eu queria colocar esse trecho, não achei que a dissertação ficaria longa. Mas, se até uma conversa sobre aquários pode se alongar pelo dia todo, quiça isso de religião...


obs: impressionante como eu gosto de reticências! e, não! não me renderei a nova ortografia! trema é o xadrez frisson da língua portuguesa!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010


Matando o tempo cinza

 
        Não tem jeito... Bastou pingar no asfalto em SP e tudo pára. Para ajudar, tem show no Morumbi hoje, ou seja, basicamente, acho que dormirei no trabalho. Isto posto, não estou inspirada para escrever absolutamente nada - esse tempo de chuva me dá absurda preguiça de viver - mas queria dividir com vocês esse documentário: Ilha das Flores...
       
        Já viram? É muito bom, recomendo. O jeito de contar a história é brilhante e o conteúdo choca horrores. Pelo menos, espero que choque vocês, afinal, acho que é essa capacidade de se indignar com as coisas que nos faz menos imbecis e mais humanos. (humanos nao é a palavra que melhor encaixa, mas não encontrei outra)

        Fico um pouco indignada com as notícias nas homes, tipo "aluno espanca professora com barra de ferro depois de saber nota de prova" , "jovem é agredido na Avenida Paulista" ou "35 pessoas mortas em arrastão"... E daí para baixo... Quero pegar leve, ainda é segunda feira. E as pessoas lêem e dizem: "Só mais um assalto", "só mais uma agressão"... Espera, como assim? Essas coisas não podem ser consideradas banais! Em que momento todo mundo ficou anestesiado emocionalmente à esse tipo de notícia?

        Sabe? Demagogia está longe de ser meu santo de devoção, o tipo Sônia Abraão me provoca enjôo recorrente, mas complicado perceber como as coisas estão, não? Me assusta um pouco pensar em como pode ser lá na frente... Do jeito que está, não há John O'connor que aguente.... Ou Wall-e que limpe a barra...


obs: vai FLU!